3 DICAS RÁPIDAS PARA DEIXAR DE PERDER TEMPO EM CONVERSAS DESGASTANTES

A palavra “conversa” vem da raiz latina conversare, que significa “para associar”. O prefixo con significa “juntos” ou “com” e é sobre uma troca de ideias e sentimentos.

Quantos de nós gostaríamos de nos envolver apenas em conversas verdadeiras que nos levassem a resultados positivos?

Atrevo-me a dizer que, na maioria das vezes, as conversas não produtivas são o resultado de duas pessoas “versando” uma para a outra. Não há “con”!

Nesse modelo de conversa não há escuta. Os interlocutores estão preocupados em defenderemseus pontos de vista e atacarem os posicionamentos contrários às suas ideias.

Levando em conta este cenário nada animador, aqui estão algumas ideias sobre como mudar a dinâmica quando você se encontrar no meio de um desses duelos “versados”:

  1. Pare e respire. Assim que você reconhecer a dinâmica e perceber que ambos estão no caminho para o mesmo ou nenhum lugar produtivo, basta pausar a conversa. Diga algo como: “Podemos continuar em outro momento? Estou sentindo frustração em ambos os lados e eu gostaria de ver se podemos voltar aos trilhos depois”. Por vezes, uma pausa estratégica para um café ou ida ao banheiro pode propiciar que a conversa seja retomada de maneira melhor e mais produtiva.
  2. Assuma a responsabilidade pela sua parte. Reconheça que você pode estar desempenhando um papel ativo na criação e sustentação da dinâmica. Você poderia dizer: “Eu tenho que admitir que me apeguei ao meu ponto de vista, em vez de buscar realmente entender a sua perspectiva. Talvez pudéssemos começar de novo e chegar a isso de uma nova maneira”.
  3. Explore ambas as perspectivas. Encontre uma nova maneira de conduzir a conversa e veja se seu interlocutor está disposto a fazer o mesmo. Ofereça algo como: “Deixe-me ver se estou entendendo suas preocupações / perspectiva.” Uma vez que está claro o posicionamento do outro, confira se você está sendo compreendido: Por exemplo: “O que você me ouviu dizer? Eu adoraria ver se estamos ambos compreendendo um ao outro”.

Finalmente, desenvolva sua escuta ativa!

Muitas pessoas acreditam que, em termos de comunicação, é a forma como falamos, mais do que o conteúdo do que dizemos, que tem o maior impacto e influência positiva nos outros. Não é! É a forma como os escutamos que tem esse efeito.

Rafael Echeverría, naquele que é o seu livro mais brilhante “Actos da Lenguage I: La Escucha”, propõe a ideia, talvez “distinção”, de que “Não há melhor indicador da qualidade de uma relação que a qualidade da escuta que nela se produz.”

É através da fala que propomos o nosso mundo aos outros e é através da escuta que partilhamos do deles. Quando falamos, partilhamos, com os outros, a forma como percebemos o mundo das coisas e das ideias; propomos assim, aos outros, o nosso mundoQuando escutamos, fazemos o oposto, percebemos como percebem os outros o mundo das coisas e das ideias; recebemos assim, no nosso mundo, a proposta do mundo dos outros.

Em termos de comunicação humana, não há nada de mais distintivo, apreciativo e respeitoso, do que oferecer a alguém, a atenção plena da escuta ativa. Para além do tempo que lhe dedicamos (que é de tempo que a vida é feita), oferecemos um deslocamento da nossa atenção, normalmente orientada para o nosso mundo, para o seu mundo. Desapegamo-nos do nosso mundo, para acolhermos, na nossa consciência, o mundo do outro.

Se você seguir estas etapas você deve irá por um caminho de conversas desafiadoras e produtivas, melhor ainda, não haverá uma necessidade de limpar o relacionamento em uma data posterior, pois você terá abordado a questão de frente e de forma positiva.

Faz sentido para você? Se sim, deixa nos comentários suas considerações.

Texto adaptado. Original – www.fierceinc.com/

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