PALESTRAS MOTIVACIONAIS: QUAL A IMPORTÂNCIA DELAS?

Um dos principais fatores que influenciam o desempenho de um funcionário dentro de uma empresa é sua motivação. Os colaboradores que não se encontram motivados, geralmente, produzem menos e podem também começar a enfrentar dificuldades em outros aspectos da vida.

Sabendo disso, as empresas fazem grandes investimentos em ações que promovem a motivação. Como exemplo dessas estratégias, pode-se apontar o plano de carreira, os benefícios, o comissionamento e as palestras motivacionais.

As palestras motivacionais

Há algum tempo, as empresas vêm investindo fortemente em Treinamento e Desenvolvimento, fornecendo cursos, workshops e capacitações. As palestras motivacionais entram nesse âmbito e buscam trazer técnicas e ferramentas para o autoconhecimento.

Elas surgem como um incentivo aos profissionais e equipes para que eles se desenvolvam para o alcance de seus objetivos. De modo geral, esse tipo de palestra trabalha aspectos comportamentais, visando manter os funcionários engajados e motivados.

Trabalham-se também diversas habilidades e competências que podem favorecer o desempenho dos trabalhadores. Algumas palestras motivacionais lidam com a comunicação, o controle e a inteligência emocional, a gestão do tempo e o comprometimento.

O investimento em palestras motivacionais pode ser benéfico tanto para a empresa quanto para os funcionários e líderes. Quando os trabalhadores se mostram mais motivados, a tendência é que ocorra um aumento em sua produtividade e, consequentemente, na lucratividade da empresa. Também é benéfico para o funcionário na medida em que favorece seu desenvolvimento e seu autoconhecimento.

As empresas têm se mostrado mais preocupadas com a gestão de pessoas, principalmente no que diz respeito ao treinamento e à capacitação delas. Há uma preocupação com o desenvolvimento de talentos e de liderança.

Por issoo, o investimento em capital humano tem gerado ótimos resultados para as organizações, além de favorecer a relação que as pessoas têm com o trabalho.

A importância das palestras motivacionais

Estar motivado é fundamental para um bom desempenho no trabalho. Principalmente em tempos de crise, investir em palestras motivacionais pode ajudar muito na lucratividade da empresa. A realização desse tipo de palestra ajuda o funcionário a utilizar seu potencial e a desenvolver novas habilidades.

As palestras motivacionais são importantes para aumentar a performance dos trabalhadores, integrar equipes e alcançar melhores resultados. Além disso, essas palestras abordam temas relacionados tanto ao desenvolvimento profissional quanto ao pessoal do funcionário.

Uma vez que desenvolvem diversas habilidades emocionais, elas geram resultados positivos em diversos âmbitos da vida do colaborador. No contexto empresarial, as palestras motivacionais também podem contribuir para que haja um relacionamento interpessoal mais positivo.

As equipes se mostram mais unidas e comprometidas com suas atividades, o que melhora o ambiente de trabalho. Além de contribuir com a qualidade de vida dos trabalhadores, os resultados das palestras motivacionais também refletem em uma melhoria no clima organizacional da empresa.

Um dos aspectos que, geralmente, são trabalhados nesse tipo de palestra é a inteligência emocional. Muitas vezes, o ambiente de trabalho pode ser desafiador, em que o funcionário precisa lidar com o cumprimento de metas, a pressão por resultados e o baixo reconhecimento. Trabalhar a inteligência emocional pode resultar em funcionários mais equilibrados, satisfeitos e comprometidos com o trabalho.

As palestras motivacionais podem contribuir para o desenvolvimento tanto da empresa quanto do funcionário. A experiência de diversas empresas com o investimento nesse tipo de palestra tem mostrado ótimos resultados, já que a preocupação com os recursos humanos é fundamental para qualquer tipo de organização.

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Lançamento do Livro – A BÚSSOLA INTERNA DA LIDERANÇA

Oi Pessoal!

Com muito prazer deixo aqui o convite para o lançamento do meu livro.

Ele foi concebido a partir do desejo de proporcionar um novo olhar sobre o desenvolvimento de habilidades e atitudes que todo líder precisa para aumentar a satisfação pessoal e o desempenho profissional.

À luz da Psicologia Positiva, o livro apresenta as descobertas mais fascinantes e atuais acerca do desenvolvimento de pessoas nas organizações.

Em suas 144 páginas, a nova publicação resgata a ideia milenar que para vivermos uma vida plena não podemos desconsiderar nossas dimensões física, mental, emocional e espiritual. Tudo isso acompanhado de ilustrações dos mais variados estilos.

Tenho certeza que vocês vão gostar!

A todos que puderem comparecer, me sentirei honrado pela presença.

Abraços,

Tony

LIÇÃO 4 – O QUE APRENDI DE MAIS IMPORTANTE EM HARVARD SOBRE NEGOCIAÇÃO

Neste quarto artigo quero falar da importância de se distinguir entre as posições e os interesses nos processos de negociação.

Embora seja tema corrente em livros sobre o tema, são poucos os que realmente compreendem a sua distinção e menos ainda os que buscam identifica-los na sua vida pessoal e profissional.

As posições representam aquilo que apresentamos como nossas condições no processo de negociação. O executivo que negocia um aumento de 25% em seu salário, o comprador que pleiteia uma redução de 10% no preço do carro a ser adquirido, são exemplos de posições em uma negociação. A posição de uma das partes normalmente é acompanhada de certa rigidez: “é isto que desejo e nada menos”!

Quando temos dois negociadores centrados em suas posições a rigidez aumenta e o que vemos é o início do processo de barganha.

Veja, por exemplo, o diálogo abaixo entre um comprador e vendedor:

Comprador: Cheguei em meu valor máximo, não posso pagar nem um real a mais por este carro.

Vendedor: Infelizmente não faremos negócio, pois também já lhe dei o maior desconto possível na loja.

Comprador: Ok, se me der mais um pequeno desconto, de 15%, levo o automóvel.

Vendedor: Impossível, o máximo que ainda poderia lhe conferir é um desconto de 3%.

Comprador: Então 10%.  É pegar ou largar.

Percebem que o processo de barganha não oferece muitas opções às partes envolvidas? Que é extremamente desgastante e pouco criativo? Infelizmente é lugar comum nas negociações que acompanho.

No processo de barganha, percebemos uma mentalidade de escassez, onde um ganha e o outro necessariamente perde.

Os interesses, por sua vez, representam o que está por trás das posições, e manifestam aquilo que realmente desejamos com a negociação. Representam, por vezes, fatores subjetivos, emocionais, sociais e, quase sempre, são desconhecidos por aqueles com quem negociamos.

Conhecer os seus próprios interesses e os da outra parte é de imensa relevância, pois uma vez conhecidos abrem imensas possibilidades de composição que antes eram inviáveis quando estas estavam centradas somente em suas posições.

Ao longo dos anos, tive a oportunidade de participar de centenas de processos de negociação em que as posições expostas pelas partes escondiam interesses mais profundos, como o executivo que negocia aumento de salário ou promoção, mas que realmente deseja reconhecimento ou o comprador que negocia preço, mas que se sentiria satisfeito com um prazo maior para pagamento.

Quando compreendemos as posições e descobrimos os interesses envolvidos, a negociação se torna mais criativa, é possível “aumentar o bolo” antes de dividi-lo e os relacionamentos se fortalecem.

Para que isto ocorra, exige-se do negociador habilidades específicas, como a de saber fazer boas perguntas, a de ser flexível, criativo, pouco reativo e outras mais.

Em minha palestra “Negociação avançada no âmbito da Liderança”, trato sobre temas correlacionados, pois o líder está sempre negociando com seus liderados e vice e versa.

Espero que esta distinção tenha lhe ajudado e que em sua próxima negociação busque descobrir os interesses por detrás das posições apresentadas. Caso tenha alguma pergunta ou deseje fazer algum comentário fique à vontade.

Grande abraço,

Tony

Como o Sr. Roque me ensinou o que é Liderança Humanizada

“É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que num dado momento, a tua fala seja a tua prática.” (Paulo Freire).

Uma das pessoas que mais me influenciou foi o Sr. Roque Jacintho. Nascido em Sorocaba, era escritor, jornalista, advogado e incansável divulgador da Doutrina Espírita.

Hoje percebo que foi um grande líder.

Durante anos, em minha mocidade, tive o privilégio de disfrutar de seu convívio diário e as marcas deixadas por aquele tempo ainda estão gravadas em minha alma.

O curioso é que por fazer muito tempo não me recordo mais do conteúdo de nossas incontáveis conversas, nem tampouco das preciosas lições que recebia sobre os mais diversos temas.

Embora não me recorde de nossas conversas, as imagens que traduziram sua conduta ainda estão muito vivas dentro de mim.

Por exemplo, não me lembro de nenhuma de suas palestras sobre a gentileza, mas ainda lembro como tratava com grande dignidade os mais simples que o procuravam diariamente.

Também não me recordo de algum dia ter me falado da importância de ter foco naquilo que estava fazendo. Mas é vívida sua imagem, absorto e concentrado nas tarefas que desempenhava.

Diariamente era brindado com lições acerca da humildade, desenvolvimento de pessoas, ética e outros assuntos afetos à liderança. E sempre ocorria em primeira pessoa. Da experiência direta de vê-lo interagir com os outros. Ele era sempre o exemplo.

Era sábio o Sr. Roque. Sabia que nada deteriora mais a confiança que o discurso dissociado da prática.

Embora fosse um palestrante requisitado, não foram suas palavras, mas sua conduta que me inspirou a ser um ser humano melhor.

Em uma das noites daquele período, aguardávamos o início de uma de suas palestras. O tema era a compaixão. Recordo-me que, não obstante a chuva pesada que caía, o salão estava lotado e cadeiras extras eram providenciadas para acolher as centenas de pessoas que queriam assistir sua palestra.

Foi naquele momento que chegou uma mulher aparentemente bastante perturbada. Relatava que em função das chuvas a casa humilde em que morava estava sendo tomada pela água e implorava pelo socorro de quem lhe pudesse ajudar.

Naquele momento o Sr. Roque se dirigiu ao palco reservado ao palestrante e explicou o ocorrido à plateia que se espremia no salão. Disse que naquela noite não mais falaria sobre compaixão, mas que todos poderiam vivencia-la, se aceitassem seu convite e ao seu lado fossem socorrer aquela senhora.

Muitos foram embora imediatamente. Alguns resmungavam o tempo perdido. Todavia, muitos aceitaram o convite feito e nos dirigimos à casa quase inundada para iniciarmos o trabalho de ajuda àquela família.

Naquela noite, me senti mais vivo do que nunca, orgulhoso de fazer parte de algo maior que meus interesses e grato por ter ao meu lado um líder que de forma coerente me ensinava com humanidade o que era Liderança!