Por que toda liderança organizacional precisa saber sobre Psicologia Positiva?

Talvez seja o momento de repensarmos nossa ideia acerca da liderança nas Organizações e o impacto que o comportamento de seus líderes exerce em seus resultados.

O comportamento e postura adotada pelo líder podem agir como fator restritivo à inovação, aspirações e soluções aos inúmeros desafios enfrentados  por sua equipe ou, ao contrário, podem ser inspiradores, os motivando a entregar além do esperado e criando o melhor ambiente para que busquem um desempenho excepcional em todas as suas ações.

E por desempenho, sugiro que você que é líder ou aspira ser, leia sobre  Psicologia Positiva, mais propriamente no âmbito da Liderança.

Mas adianto, “ela” é acusada, por vezes, de ser muito “soft” e dissociada da realidade e, para alguns líderes, suas premissas podem ser difíceis de serem implementadas. Todavia as evidências são claras: sua estratégia está diretamente ligada ao aumento de lucratividade, eficiência, qualidade e comportamentos éticos.

Uma marca daqueles que utilizam corretamente estratégias da Psicologia Positiva no ambiente de trabalho é devotarem parte de sua energia aos relacionamentos, à comunicação e ao desenvolvimento de pessoas. Neste contexto, a liderança se concentra no sucesso do time. Como Peter Drucker costumava dizer, os grandes líderes não pensam “eu”, eles pensam “nós”! Pensam em seus times e equipes.

Exemplos de empresas transformadas pela aplicação dos princípios  da Psicologia Positiva começam a emergir e, particularmente, tenho visto líderes e suas equipes se reinventarem ao exercerem um pouco mais de inteligencia emocional e se tornarem mais “humanos” no ambiente de trabalho.

Algumas questões práticas sobre a Psicologia Positiva para o seu próprio desenvolvimento como líder, seriam:

No ambiente de trabalho, em que extensão você exerce seu verdadeiro potencial e permite que os outros façam o mesmo?

Exercita a compreensão, se colocando no lugar do outro, dando suporte àqueles que cometeram erros?

Valoriza a contribuição na mesma proporção das realizações?

Permite que as pessoas conectem o trabalho com seus valores pessoais?

Perguntas inteligentes para líderes inteligentes aprimoram muito.

Pense nisso e me acompanhe, prometo trazer mais perguntas, e também respostas.

Grande abraço,

Tony

Trabalhar de casa aumenta a produtividade, aponta pesquisa

Estudo da Universidade de Stanford acaba com aquela história de que home-office é sinônimo de marasmo por Redação Galileu Trabalhar de casa, ou home-office para os falantes fluentes de corporativês, costuma ser visto como algo desejável somente para os funcionários. Ao patrão, restaria somente a desconfiança: “o que meu subalterno estará fazendo longe do alcance dos meus olhos?” Bem, parece que o senso comum falhou novamente. Uma pesquisa acaba de provar que trabalhar de casa é bom pra todo mundo: menos tédio pro empregado, mais produtividade pra empresa. Hoje em dia, cerca de 10% dos trabalhadores dos EUA têm pelo menos um dia de home Office por semana. Partindo desse dado, a Universidade de Stanford resolveu investigar o tema. Uma empresa chinesa de telemarketing submeteu 250 funcionários a um teste: uma parte deles trabalharia de casa 4 dias por semana e o outro grupo ficaria 9 meses seguindo a rotina normal: da casa pro trabalho, do trabalho pra casa. A conclusão foi a seguinte: a turma que trabalhou do conforto do seu lar teve uma performance 13% melhor do que de costume. Esse número é motivado por duas questões principais – eles ficavam menos doentes e faziam menos pausas, além de conseguir realizar mais ligações devido ao ambiente silencioso que os cercava. Ok, ok, ok. O resultado não é tão arrojado assim – os números são relevantes, mas não dá pra levá-los até seu chefe na expectativa de uma mudança de conduta da empresa (a menos que você próprio seja funcionário de telemarketing). A pesquisa é um pouco específica, principalmente pelo fato desse ofício ter metas de produtividade muito claras. Mas calma. O mérito da pesquisa é mostrar que a sensação prazerosa de trabalhar em casa não é revertida em preguiça ou enrolação, mas sim em satisfação profissional e o subsequente aumento da eficiência. Até a balbúrdia de um escritório comparada com a calma do seu quarto é uma justificativa que faz sentido. Pra finalizar, mais dois argumentos (um pra cada lado) sobre a eficácia de trabalhar de casa: você ajuda o meio ambiente ao não pegar carro ou o ônibus (grandes propagadores de CO2) para ir até o escritório e a empresa ainda poupa dinheiro – a companhia citada no experimento diz ter economizado 2 mil dólares por funcionário que ficou em casa.

 

Sobre o tempoAbout the time

Tantas pessoas passam pela vida e, no fim dos seus dias, se questionam sobre a razão de sua existência. Será que precisamos mesmo ser tão maduros para então perceber aquilo que nos é realmente importante? Esperar termos mais idade e menos condições físicas para tentar usufruir da sabedoria e das atitudes acertadas?

Tudo depende de nosso posicionamento diante das situações que nos ocorrem. Quantas pessoas esperam o sucesso, a fama e o dinheiro? A maioria das pessoas… E isso se concretiza com esforço, inteligência e por vezes talento. Mas alcançar o topo é sinônimo de realização? Existem casos que demonstram exatamente o oposto.

Quando falamos de atletas, tratamos de pessoas dedicadas, comprometidas com o desempenho e com garra para traçar um caminho muito grandioso. Por vezes, porém, falamos de pessoas que não tiveram tantas oportunidades na vida até então. Berço simples, pouco estudo, lutas e dificuldades.
Esportistas se preparam arduamente para superar seus limites, mas às vezes não conseguem dominar sua vida pessoal. Dinheiro, reconhecimento e assédio podem desestabilizar esse novo momento e, muitas vezes, destruir carreiras. É aí que entra o trabalho do coaching.

O objetivo desse especialista não é traçar planos táticos de jogo, nem mesmo fazer uma análise de vida, alegrias ou traumas do jogador. Para isso têm-se, respectivamente, o trabalho fundamental do técnico e de um psicólogo. O trabalho do coaching é orientar, buscar alta performance aliada às garantias de satisfação e prazer pessoais. Mostrar como lidar com questões que muitas vezes a cegueira do deslumbramento não permite resolver.

É uma forma de reeducação, um traçar de planos para que o atleta conheça seu caminho almejado e se prepare para os desafios que por vezes dilaceram carreiras e sonhos por simples falta de planejamento e estratégia. Acredito muito nesse trabalho e percebo que não precisamos chegar à velhice para saber como fazer, ou se arrepender por ter feito errado o que podemos desde então acertar!No translation.

MINAS MARCA

No dia 3 de agosto, a MINAS MARCA – empresa especializada em informação sobre o mercado de comunicação e marketing de Minas Gerais – publicou uma entrevista cedida por mim.

Na entrevista, falei sobre gestão e comunicação empresarial, a importância do coaching e sobre o Seminário Internacional de Liderança e Gestão, evento em que irei ministrar uma palestra.

Clique aqui e confira a entrevista na íntegra.

Sobre a felicidade

Em um de meus seminários, tenho a oportunidade de discutir o tema “Felicidade” e sempre que o faço pergunto aos participantes o que seria necessário acontecer em suas vidas para que pudessem ser plenamente felizes. Peço para que deem asas à sua imaginação e, imediatamente, as respostas começam a surgir. Seguem alguns exemplos:

1) Se eu fosse rico, então seria feliz.
2) Se passasse no concurso público que desejo, então seria feliz.
3) Se tivesse a mulher ou homem de meus sonhos, então seria feliz.
4) Se estivesse realizado profissionalmente, então seria feliz.
5) Se meus pais estivessem vivos, então seria feliz.
6) Se tivesse o carro, casa, sítio ou fazenda de meus sonhos, então seria feliz.
7) Se tivesse um corpo esbelto, então seria feliz.

Das respostas apresentadas surge um padrão comum à todos que responderam a essa pergunta naqueles encontros. O padrão “Se…, então seria feliz.”.

A ideia é a de que se tivessem ou experimentassem algo ou caso acontecesse alguma coisa em suas vidas então seriam felizes. Condicionam sua felicidade a ter, fazer ou experimentar alguma coisa.

Vejamos, por exemplo, o padrão que condiciona a felicidade a ter alguma coisa. Uma casa, carro, esposa, fazenda, avião e etc.

Ora, percebe-se facilmente como é frágil esta ideia. Desde pequenos imaginamos que se tivéssemos um determinado brinquedo então seríamos felizes, somente para descobrir que logo após se esvaído o entusiasmo inicial de sua posse voltamos ao tédio inicial. Então elegemos um novo objeto de desejo que desta vez trará a promessa da tão sonhada felicidade.

Quando crescemos, os brinquedos desejados tornam-se outros. O que era uma boneca ou uma bola transformou-se em um celular, uma casa, carros e outros “brinquedos”. A pessoa triste e deprimida vai ao shopping center fazer compras para descobrir que o sentimento de realização e felicidade daí decorrente é superficial e efêmero.

Recentemente ouvi de uma aluna que estuda para concursos públicos há cinco anos que sentia que sua vida neste período estava suspensa. Que somente estudava e que havia deixado de lado tudo que não fossem os livros. Família, amigos e espiritualidade deixaram de ser prioridade em sua vida para, ao contrário, serem colocados em último plano. Claro que ela age dessa forma por acreditar firmemente que sua felicidade estava condicionada à aprovação no sonhado concurso.

Enquanto a ouvia, não pude deixar de pensar que a vida é tão curta e ao mesmo tempo tão sagrada que “suspender” um dia de sua existência soa absurdo, quiçá cinco anos. Ao mesmo tempo, minha vivência me sugere que sua felicidade não estaria na aprovação no concurso público, pois imediatamente após a sua posse novas dificuldades e desafios surgiriam para desafiar sua fortaleza interior. Conheço, não dezenas, mas centenas de concursados que só sabem reclamar da vida.

E é justamente aqui que está o grande engano, o grande equívoco: as pessoas relacionam felicidade a um destino e não ao caminho!

Aqueles que acompanham meu trabalho sabem que considero extremamente importante a fixação de metas e objetivos de vida. Todavia, uma vez estipuladas suas metas acredito que o mais importante é centrar-se no caminho, no presente, dando o melhor de si e fazendo o máximo todos os dias até alcançá-los.

Nós temos muito pouco controle sobre o que acontecerá com nossas vidas no futuro. Há um ditado popular que afirma: cada vez que fazemos planos Deus sorri.

O que está em nossas mãos, contudo, são as decisões que tomamos hoje, as ações que realizamos hoje, as escolhas que fazemos hoje. São estas decisões, ações e escolhas que somadas, dia após dia, transformam nosso destino e nos dão o sentimento de que temos um propósito de vida e, consequentemente, de felicidade.

Você não tem de acreditar em mim. Tudo o que peço é que experimente e, se funcionar em sua vida, continue a fazer.

Durante um mês deixe de lado toda a preocupação e ansiedade com o destino desejado. Com o futuro. Estipule suas metas e objetivos e, uma vez fixados opte por viver um dia de cada vez, focado nas ações que estão em seu controle e que o levarão até lá.

Aproveitando o exemplo de minha aluna, se você faz concurso público, ao invés de se martirizar diariamente com todas as dificuldades que enfrenta, de ficar ansioso com a prova marcada ou ficar sentado em frente ao livro por 8 horas diárias para, ao final, descobrir que apreendeu muito pouco pois estava com a cabeça nas nuvens, decida estar focado no agora, no presente. Decida aprender o máximo possível, confiante que o futuro lhe reserva um bom lugar.

Um imenso peso será tirado de suas costas e gradualmente um senso de realização e propósito surgirão. Então, quando a sonhada aprovação vier, não terá tido a sensação de que sua vida ficou suspensa durante os anos de preparação, mas ao contrário, que foram anos de aprendizado e descobertas, essenciais para a próxima etapa que se inicia.

Um forte abraço,

Tony