Afinal, qual a relação entre Negociação e Liderança?

De acordo com a sabedoria convencional, para se tornar um líder você precisa ter visão, carisma e largas doses de autoestima, e não necessariamente habilidades em negociação. Segundo alguns teóricos, conhecimento e prática em negociação são importantes somente aos profissionais da área comercial de uma empresa.

Me parece que esta ideia está bastante equivocada.

Liderança requer, com frequência, habilidades em negociação e, em minha experiência, bons líderes são, invariavelmente, bons negociadores.

Isto se dá por uma razão bastante simples: é impossível liderar sem saber se comunicar com seu público interno e externo e com frequência, esta comunicação envolverá negociar algo.

Internamente, a todo o momento você negocia com seus pares, subordinados e líderes. Um projeto que deseja ver implantado, a quantidade de recursos que serão destinados à sua área, prazos para entrega de resultados, etc.

Em projetos complexos é comum a interação entre várias áreas da empresa, com perspectivas diferentes sobre como o trabalho deverá ser realizado. Nestes momentos, um bom negociador é a figura central para harmonizar interesses e alcançar os melhores resultados.

Da mesma maneira, externamente, com frequência entabulamos processos de negociação com fornecedores, stakeholders, clientes e com a comunidade em que a empresa está inserida. Negocia-se com o poder público, com sindicatos e com Órgãos reguladores.

Em uma sociedade plural e complexa como a nossa, possuir nos quadros corporativos executivos flexíveis e com bom trânsito perante seus clientes externos é fator decisivo para o sucesso de uma empresa.

Importante lembrar, ainda, que a autoridade possui seus próprios limites!

Algumas das pessoas que você lidera são mais inteligentes e mais talentosas que você e uma abordagem centrada na força do cargo e do poder encontram cada vez menos espaço no século XXI, principalmente perante a Geração Y.

Para persuadir outras pessoas a seguir a sua liderança, você precisa descobrir seus interesses,

saber se comunicar de forma apropriada e vender sua visão – todos estes requisitos são partes de uma negociação efetiva.

Portanto, não perca tempo e comece a desenvolver esta importante habilidade.

Em meu próximo artigo, dividirei com você o que de mais importante aprendi em Harvard sobre negociação.

Grande abraço,

Tony

Trabalhar de casa aumenta a produtividade, aponta pesquisa

Estudo da Universidade de Stanford acaba com aquela história de que home-office é sinônimo de marasmo por Redação Galileu Trabalhar de casa, ou home-office para os falantes fluentes de corporativês, costuma ser visto como algo desejável somente para os funcionários. Ao patrão, restaria somente a desconfiança: “o que meu subalterno estará fazendo longe do alcance dos meus olhos?” Bem, parece que o senso comum falhou novamente. Uma pesquisa acaba de provar que trabalhar de casa é bom pra todo mundo: menos tédio pro empregado, mais produtividade pra empresa. Hoje em dia, cerca de 10% dos trabalhadores dos EUA têm pelo menos um dia de home Office por semana. Partindo desse dado, a Universidade de Stanford resolveu investigar o tema. Uma empresa chinesa de telemarketing submeteu 250 funcionários a um teste: uma parte deles trabalharia de casa 4 dias por semana e o outro grupo ficaria 9 meses seguindo a rotina normal: da casa pro trabalho, do trabalho pra casa. A conclusão foi a seguinte: a turma que trabalhou do conforto do seu lar teve uma performance 13% melhor do que de costume. Esse número é motivado por duas questões principais – eles ficavam menos doentes e faziam menos pausas, além de conseguir realizar mais ligações devido ao ambiente silencioso que os cercava. Ok, ok, ok. O resultado não é tão arrojado assim – os números são relevantes, mas não dá pra levá-los até seu chefe na expectativa de uma mudança de conduta da empresa (a menos que você próprio seja funcionário de telemarketing). A pesquisa é um pouco específica, principalmente pelo fato desse ofício ter metas de produtividade muito claras. Mas calma. O mérito da pesquisa é mostrar que a sensação prazerosa de trabalhar em casa não é revertida em preguiça ou enrolação, mas sim em satisfação profissional e o subsequente aumento da eficiência. Até a balbúrdia de um escritório comparada com a calma do seu quarto é uma justificativa que faz sentido. Pra finalizar, mais dois argumentos (um pra cada lado) sobre a eficácia de trabalhar de casa: você ajuda o meio ambiente ao não pegar carro ou o ônibus (grandes propagadores de CO2) para ir até o escritório e a empresa ainda poupa dinheiro – a companhia citada no experimento diz ter economizado 2 mil dólares por funcionário que ficou em casa.